Vamos falar de masturbação feminina… Parte II

Olá!! Estou de volta para a prometida segunda parte deste artigo. Para quem não leu a primeira (onde eu partilho a minha experiência pessoal com a masturbação enquanto criança) aqui fica o link.

Sabem que hoje (dia 28 de Maio), se celebra o Dia da Masturbação e o direito ao auto-prazer? De acordo com a Wikipedia este dia foi declarado pela primeira vez como Dia Nacional da Masturbação em 1995, nos EUA, em honra de Joycelyn Elders – que ocupava a posição de “Surgeon General” (basicamente o cargo de mais alto responsável pelos assuntos de saúde pública nos EUA) até 1994 quando foi demitida, pelo então presidente Bill Clinton, por sugerir que a masturbação deveria fazer parte do currículo das aulas de educação sexual. Este dia celebrativo estendeu-se mais tarde a todo o mês de Maio que passou a ser Mês da Masturbação. 

Continuando com a minha história. Pouco tempo depois de descobrir que a masturbação era algo natural e saudável comecei a experimentar mais com o meu corpo e a minha sexualidade, a descobrir o erotismo e a pornografía (que há 20 anos passava nalguns canais generalistas para lá da meia noite e depois passou a existir em canais por cabo como o velho canal 18), mas sobretudo a fantasiar usando a minha própria imaginação. Masturbava-me para experimentar e descobrir como obter diferentes formas de prazer, para desfrutar de momentos de solitude, para aliviar o stress e tensões da vida diária, para passar o tempo, depois de ter ficado excitada com alguma cena erótica da novela da noite ou enquanto, às escondidas, via os tais filmes que davam depois da meia noite e que a minha mãe dizia não serem para a minha idade.  

Não me lembro da primeira vez que tive um orgasmo, não faço a mais pequena ideia, na realidade nem tenho memória dos tempos em que não conhecia essa sensação. Quando comecei a experimentar a sexualidade como algo que envolvia o contacto físico com outra pessoa já controlava bastante bem os ritmos do meu corpo. Lembro-me bem da primeira vez que tive um orgasmo com um rapaz, enquanto dava uns amassos com a roupa vestida, ao meu namorado da secundária. Lembro-me de ele me perguntar se tinha sido o meu primeiro (orgasmo) e de eu responder “claro que não”.   

Há uns tempos mandaram-me este cartoon:

Educação sexual?

Será que a pessoa que mo enviou ou acha que a educação sexual é desnecessária numa idade em que muitos dos jovens já iniciaram a sua vida sexual ou que falar de masturbação aos mais novos é desnecessário? Eu olho para este cartoon e penso: que “foder” e saber dar prazer à parceira/ao parceiro são coisas bem diferentes, que sexo não é só penetração, que o parvo que faz a pergunta à professora talvez não tenha nada a aprender com relação à auto-masturbação mas provavelmente não sabe como tocar uma vulva, etc.. Eu penso que a educação sexual devia ser ensinada nas escolas e que o currículo devia ir muito mais além dos métodos contraceptivos, do sistema reprodutor e do planeamento familiar – afinal 99,9% das vezes que fazemos sexo a coisa não tem nada a ver com procriação e tudo a ver com prazer, intimidade, partilha, vulnerabilidade, desejo, erotismo, excitação, paixão, etc.   

Na mesma altura as minhas amigas também começavam as suas actividades sexuais com parceiros mas ninguém falava muito de prazer feminino.  Com a maturidade e a perda de alguns tabus as conversas sobre sexo e prazer começaram aumentar e comecei a perceber que algumas amigas nunca tinham tido um orgasmo, isso sobretudo acontecia com as que também nunca se tinham masturbado. Realmente acho que posso contar pelos dedos duma mão as conversas que tive com amigas sobre masturbação antes de chegar aos 25, já sem falar no facto de que a masturbação feminina nunca era tema de conversa em grupos mistos. Mas creio recordar que possivelmente na minha adolescência e princípio da idade adulta tenha ouvido falar de “punhetas” pelo menos duas vezes por semana.  

Em meados de 2019 o fenómeno do Satisfyer Pro invadiu as redes sociais, os meios convencionais e os diálogos entre amigos. Aqui em Valência (onde vivo) até na rua às vezes se podiam apanhar pedaços de conversas sobre este novo vibrador. Para mim o mais interessante do fenómeno não foram os relatos sobre a eficiência do aparelho, nem a forma como se esgotava nas lojas, em poucas horas, sempre que o stock era reposto; o mais interessante foi a banalidade com a qual finalmente se começou a falar do auto-prazer feminino. De repente um montão de mulheres (ao falarem sobre as suas experiências com o famoso “succionador” de clitóris) admitiram publicamente que se masturbavam. E isso trouxe, para o espaço público, o tema da masturbação feminina, com uma normalidade nunca antes vista. 

Entre os “reviews” que li e ouvi, os mais comuns contam como algumas mulheres, graças a este aparelho, finalmente puderam descobrir como era ter um orgasmo e como outras estão super felizes por agora conseguirem atingir o clímax em muito menos tempo (muitas falando em dois minutos). Apesar de ficar feliz por todas elas não posso deixar de questionar se isto não é mais uma pseudo-solução daquelas que a nossa sociedade acelerada e hiper-consumista tem tendência para produzir. Acho que é uma falsa solução porque acredito que o problema parte do facto de essas mesmas mulheres não terem passado o tempo necessário a descobrir os seus próprios corpos, as suas próprias vulvas, os seus próprios clitóris, não terem praticado o auto prazer o suficiente para conhecerem os seus próprios gostos e ritmos. O Satisfyer Pro ajuda-as a ter o orgasmo, mas se o aparelho ficar sem bateria lá se vai a possibilidade de ter o prazer desejado. Ou pior, provavelmente numa relação sexual com outra pessoa continuam sem saber guiar x outrx no caminho para levá-las ao clímax. 

Pessoalmente este aparelho em especial não me despertou muita curiosidade, nunca tive problemas para atingir o orgasmo auto-induzido, quanto à rapidez geralmente tento fazer o prazer durar mais tempo e fazer o orgasmo chegar mais tarde, mas se quiser também consigo ter um orgasmo em menos de um minuto. Talvez eu seja uma sortuda e biologicamente sei que todas somos diferentes mas custa-me crer que quem realmente pratique não consiga aperfeiçoar a técnica. 

Voltando ao início desta reflexão acho que se a masturbação feminina fosse parte da conversa sobre uma sexualidade saudável e sem tabus, que se se falasse sobre este tema de maneira menos tímida, que se entre amigas houvesse espaço para partilhar experiências e falar abertamente sobre prazer, que se em educação sexual se falasse sobre outros assuntos que também são importantes (além dos já falados), talvez menos mulheres se queixassem de que não têm relações sexuais satisfatórias. Porque está claro que é importante que x parceirx tenha em conta o nosso prazer, mas se nem nós sabemos aquilo de que gostamos é muito difícil que alguém o descubra. 

Hoje não vou deixar questões para vocês. Animo-vos a que deixem as questões ou os comentários que acharem pertinentes. Porque é necessário que comecemos a falar disto como falamos de receitas, de desporto, e de outras coisas do dia-a-dia. Se não for agora, quando? Se não fores tu, quem? 

Feliz dia Internacional da Masturbação para todxs!! 

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Este artigo é muito questionável

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Tudo começou com um post no Facebook no qual alguém partilhou um artigo que afirmava que mais de 13 mil bebés não estavam a ser vacinados em Portugal e que o sarampo poderia regressar. A mulher que partilhou o artigo intitulou o seu post dizendo “Por favor não deixem de vacinar os vossos filhos!”.

Curiosa por natureza, não consegui ignorar o post mas sim perguntar-me se a mulher que o tinha partilhado teria pensado sobre este tema alguma vez na vida. Então decidi fazer um comentário que não denunciaria a minha posição insignificante sobre este ou outro assunto – “Por favor não se deixem influenciar pelo que os media dizem ou qualquer outra entidade e façam a vossa própria pesquisa sobre vacinas.”. Fui imediatamente inundada de reações, digamos, um tanto ou quanto agressivas por parte de outras mulheres e acusada de ter um pensamento anti-vacina quase criminoso.

O que me levou a escrever este artigo foi o que uma mulher escreveu em resposta ao meu comentário: “O que a leva a pesquisar sobre vacinas?”.

O que é que me faz pesquisar sobre vacinas? Li bem?

Para deixar bem claro, este não é um artigo sobre vacinas mas sim sobre como a maioria das pessoas não se questiona sobre o que quer que seja, incluindo eu por vezes. 

Vamos rebobinar um bom bocado. (Para passar esta mensagem vou generalizar e meter toda a gente no mesmo saco. Algum ego magoado que me desculpe). Vamos voltar àqueles tempos em que éramos crianças pequenas,  na altura em que começámos a aprender o que era “bom” e o que era “mau”. Guiados por aqueles que nos cuidam , somos ensinados através de frases como: “se não fizeres o que te digo és mal comportad@”, “faz isso como eu te estou a dizer”, “faz isso porque eu te estou a dizer e eu sou a tua mãe”, etc., etc. Desde cedo somos encorajad@s a deixar de questionar coisas, a portamo-nos “bem”, a obedecer sem “nem mais uma pergunta”. 

Depois entrámos para a escola. Sentados atrás de uma secretária começamos a obedecer a outra figura, desta vez não pertencente à família. Um@ professor@ que nos guia consoante os seus ideais, formas de pensar e com os seus próprios preconceitos. Ainda não é aqui que nos metem a pensar pelas nossas cabeças. Aprendemos história sem um mínimo de pensamento crítico, somente seguindo livros antiquados. Livros estes aprovados por um governo que nos quer fazer ver as coisas por um determinado prisma (e por consequência cada país pode contar uma história diferente sobre o mesmo evento). Aprendemos a decifrar textos de um poeta famoso da forma que “tem de ser” e não somos encorajados a desenvolver a nossa sensibilidade ou fazer a nossa própria interpretação. E, sem sequer nos apercebermos disso, estamos mais tarde a ponto  de entrar num curso universitário sem nunca ter questionado aquilo que as “autoridades” (família e professores) nos disseram até aqui. Talvez o curso nem é bem aquele que queremos, mas tivemos umas ideias implantadas nas nossas cabecinhas de que daríamos excelentes advogados, engenheiros, médicos, etc. E sem esquecer que aqueles que uma vez foram as nossas “autoridades”, foram ensinados assim como nós por outras “autoridades”.

Mais tarde começamos a interessar-nos por diferentes movimentos e assuntos – política, ambiente, ética, economia. Lemos, ouvimos e absorvemos tudo o que é dito na TV, jornais, por amigos, família, redes sociais, comunidade. Tomamos decisões, votamos, tomamos partido e participamos em discussões. Arranjamos um trabalho e sentimo-nos confortáveis com o horário (não tivéssemos nós sido treinados para isso nos anos de escola). Temos um chefe e mais uma vez estamos preparados para responder a mais uma “autoridade” que nos diz o que fazer. Talvez não tenhamos um chefe porque somos “O/A chefe” mas o que é facto é que as “autoridades” continuam lá – o governo, os bancos, as empresas farmacêuticas, etc.

Ao longo deste tempo, raramente parámos para questionar se o que a nossa mãe disse estava certo, se o que @ professor@ disse fazia sentido, se o que @ chefe disse era duvidoso, se o que o médico disse era a melhor hipótese, se o que o primeiro ministro disse era verdade. Somente assumimos que, aquilo que é dito por alguém hierarquicamente acima de nós, é para o nosso bem, do nosso interesse, e quase nunca refletimos sobre isso.

Outras vezes seguimos o que os nossos pares dizem e fazem, só porque sim. Honestamente não nos culpo… fomos criados dessa forma, bem como os nossos pais e os pais deles e por aí em diante.

Mas isso não significa que devemos deixar que isso continue a acontecer e perpetuar com as futuras gerações. Agora é tempo de acordar (se ainda não acordaste). É hora de começar a questionar se aquilo que te foi ensinado é ou não a verdade. A tua verdade. A verdade que te convém mais, consoante a vida que queres para ti.

Nós humanos estamos muito bem programados para seguir o rebanho:

Exemplo 1 – Sabias que antigamente (há vários séculos atrás), as pessoas pensavam que o planeta Terra era o centro do sistema solar? Quem disse isso? Um astrónomo, aluno do filósofo Platão. Teria ele conhecimento suficiente sobre planetas, estrelas ou via láctea? Sim! Isto significa que tudo o que ele disse sobre esta temática estava correto? Negativo! Seguimo-nos agora por outra teoria chamada de Heliocentrismo? Sim. É essa a verdade? Talvez… até que alguém justifique uma nova.

Exemplo 2 –  Sabias que nos dias de hoje as vacinas são conhecidas como a forma mais eficiente de prevenir doenças? Quem disse isso? A Organização Mundial de Saúde. Terão esses especialistas que trabalham para a OMS conhecimento suficiente sobre vírus, doenças, ADN? Sim! Isso significa que tudo o que eles dizem está correcto? Negativo. Estarão vários interesses e dinheiro envolvido nestas (e noutras) organizações que beneficiam da venda de produtos farmacêuticos? Claro como a água! Haverão vários documentários, pesquisas e entrevistas a médicos e cientistas afirmando que as vacinas podem causar mais danos do que benefícios ? Sim! Estarão certos? Talvez MAS cabe a cada um de nós decidir aquilo em que queremos acreditar depois de realmente nos instruirmos sobre isso.

Voltando à pergunta “O que a leva a pesquisar sobre vacinas?”. O que me leva a pesquisar sobre vacinas ou qualquer coisa que vá meter no meu corpo é saber que, não obstante o que cada especialista diz, há sempre uma possibilidade de que essa não seja a verdade. O que me leva a pesquisar sobre aquilo que como, bebo, visto e aplico na minha pele é saber que por vezes o que as marcas querem não tem como objectivo o nosso bem-estar mas sim fazer dinheiro e talvez manter as farmacêuticas ativas. E por último, o que me leva a pesquisar sobre o que quer que seja é tomar responsabilidade pelas minhas acções e não deixar a minha vida nas mãos de outrem.

Ah e nunca se esqueçam de ver quem foi o autor da pesquisa/ estudo. Terá sido a indústria do leite a conduzir um estudo para afirmar que o leite é bom para a saúde? Ou a indústria do açúcar a conduzir um estudo para culpar a gordura de doenças relacionadas com o excesso de açúcar?

O que é que acontece se nós não nos questionarmos e não fizermos a nossa própria pesquisa? Tornamo-nos ovelhinhas muito facilmente manipuláveis no rebanho. Continuamos a fazer o que eles dizem, como dizem que se faz e quando é suposto fazer-lo. E depois perguntamo-nos… “como é que fiquei doente?, “Como é que me endividei tanto”, “porque é que não consigo ser verdadeiramente feliz?”, e continuamos a acreditar em toda e qualquer coisa que as autoridades dizem sem verificar duas vezes. 

Reflectir, pensar, questionar e pesquisar ocupa muito tempo. No entanto, talvez compense por aquilo que podes descobrir, por sentires que tens o comando da tua vida ou simplesmente só para verificar algo pelos teus próprios meios. 

Isto faz algum sentido? Vais questionar o que escrevi? Eu questionaria 🙂

#ficaemcasa e deixa as #mamaslivres

O meu texto mais lido na plataforma Medium é um em que conto como me libertei dos sutiãs (no blog podem encontrá-lo aqui). O que eu me esqueci de mencionar nesta publicação foi que o que me levou a tomar os primeiros passos para essa liberação foi um momento da minha vida que na realidade tem algo em comum com o momento presente. 

Há 3 anos atrás tinha acabado a parte presencial do mestrado (as aulas), estava dedicada ao projecto final e ao mesmo tempo trabalhava como designer freelancer para duas marcas diferentes, ou seja todo o meu trabalho era feito sobretudo a partir de casa – quase como agora (em circunstâncias diferentes, está claro). O facto de passar a maior parte dos meus dias dentro de casa e sem sutiã foi muito importante porque me desabituei dos apertos e a dita peça de roupa começou a parecer-me ainda mais incómoda das poucas vezes, e durante as poucas horas, que a usava. 

Porque é que venho trazer à tona este tema novamente? Porque neste momento muitas mulheres estão a ter que trabalhar desde casa e com ainda menos razões para sair que as que eu tinha na altura. Este artigo é um convite. Um convite para experimentares (tu mulher que me lês) ser “bra -free” durante esta quarentena. 

Desde que começou a quarentena tens usado sutiã dentro de casa? Sim? Por comodidade ou por hábito? Porque te sentes menos atrativa sem ou porque achas que as mamas vão descair se não estiverem todo o tempo suportadas pelo sutiã? Não? Mas sentes a necessidade de o pôr para ir à rua passear o cão ou até quando vais levar o lixo ao contentor que tens a dois ou três metros de casa? Sentes a necessidade de vestir o sutiã para receber uma encomenda ou para falar com os teus amigos e família por videoconferência? Porquê? 

Incentivo-te a aproveitar este momento de retiro obrigatório, no qual o ritmo de vida abrandou consideravelmente (se és como eu umx dxs privilegiadxs que pode trabalhar desde casa), para questionar aquelas coisas que não questionas normalmente, como a razão pela qual usas sutiã.  

É óbvio que falo desde uma experiência muito pessoal, e tenho que aceitar que haverão pessoas que se sentem mais cómodas com o sutiã vestido do que sem ele (mas no fundo acho que isso é mais o hábito e a cultura a falar que a verdadeira comodidade física). Por outro lado acho que é o momento ideal para experimentar mudar hábitos para ver o que acontece.

E se deixas completamente de usar sutiã durante um par de semanas (ou um mês que isto vai para longo) e descobres que podes respirar melhor, que tens menos dores de costas e de cabeça, que tens mais autoestima, que te preocupas menos com o que os outros pensam e que a as tuas mamas afinal não desceram? Se calhar depois desse período de prova até te apetece continuar com a experiência e com mais tempo de mamas livres talvez descubras que tens menos tendência para criar quistos (um problema que muitas mulheres têm), que já não sofres de dores no peito nem nos mamilos ou até mesmo que as tuas mamas estão mais firmes do que nunca. Isto sem falar de algo que não vais sentir: que provavelmente reduziste bastante o risco de teres cancro de mama.  

Talvez estejas a pensar que estou a exagerar um pouco (ou muito) com todos estes benefícios por abandonar os sutiãs. Como te disse falo a partir da minha própria experiência, mas neste caso não só. Convido-te a dar uma vista de olhos neste recente estudo preliminar que analisou os efeitos experimentados por mais de 1000 mulheres que deixaram de usar sutiã. E se decidires dar uma oportunidade a esta experiência também podes fazer parte do estudo que ainda está a ser desenvolvido. Para encontrares mais informações visita este site: https://brafreestudy.com/

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As “questionallers” estão de volta!

Há já quase um ano, dia 1 de Maio de 2019, foi a última vez que publicámos no blog. Na altura ambas (Nico e Tico) estávamos muito ocupadas entre trabalho, novos projectos, viagens e retiros. Hoje encontramo-nos com mais tempo livre, dadas as circunstâncias, porque mesmo que ambas continuemos a trabalhar desde casa e continuemos a ter outros projectos, há um tempo que se poupa ao não termos que preparamos para sair de casa e não termos que nos deslocar para ir nem para voltar. 

Nos dias de hoje é difícil não ocupar o tempo “a mais” com demasiadas séries “on demand” ou vídeos do YouTube e isso era o que nos estava a acontecer a ambas nos primeiros dias desta quarentena “voluntária”. Até que começamos a pensar que este seria o momento ideal para voltar a dedicar-nos a este projecto que nos une, não só às duas, mas de alguma maneira também a todxs xs que gostam de nos ler. As duas estamos cheias de ideias sobre temas que queremos questionar com a vossa ajuda. 

Desta vez vamos fazer as coisas de forma um pouco diferente. Para já não vamos ter um dia fixo para publicar, vamos deixar que seja mais orgânico e livre. Quando publicarmos algo no blog, que agora voltou a ser https://questionallers.wordpress.com/, faremos um post a anunciar a nova publicação na página de Facebook do “questionallers”, no perfil de Instagram do blog (@questionallers) e também nas nossas redes sociais pessoais. 

Outra novidade é que passaremos a escrever apenas em dois idiomas a partir de agora: Português e Inglês. A versão em português será publicada directamente no blog  (https://questionallers.wordpress.com/) e a versão em inglês será publicada através da nossa publicação na plataforma Medium (https://medium.com/questionallers). 

Esperamos voltar a poder contar com o vosso apoio nesta nova fase do projecto e mais ainda esperamos que de alguma forma vos possamos ser úteis, para vos levar a novos “questionamentos”, para vos encorajar a procurar mais informação, para gerar novas e ricas discussões, e para vos entreter para que estes tempos conturbados vos sejam também um pouco mais leves. 

Cheers to New Year’s resolutions

Cheers to New Year’s resolutions (EN)

Un brindis a las resoluciones de Año Nuevo (ES)

Um brinde às resoluções de Ano Novo (PT)

Muita gente diz que as resoluções de ano novo são um engano e que ninguém as cumpre. Para mim a entrada no novo ano já foi várias vezes o marco de grandes mudanças.

No final de 2014 decidi deixar de consumir produtos de origem animal, 5 anos antes já tinha deixado de comer carne e no início de 2015 deixei primeiro o peixe e depois os ovos e os laticínios. Em Fevereiro desse mesmo ano já tinha uma alimentação 100% vegetal e ao longo desse ano fui-me informando cada vez mais para saber que outros produtos do dia a dia continham ingredientes de origem animal ou tinham utilizado algum tipo de exploração animal (como os produtos testados em animais) até que os deixei de consumir todos. Faz 4 anos que tomei essa resolução de ano novo, foi uma das melhores decisões que tomei na minha vida.

No final do ano 2017 decidi deixar de fumar, desta vez decidi que guardaria algumas exceções para eventos realmente especiais nos quais me apetecesse desfrutar de um ou dois cigarros. Mas tinha que ser algo mesmo excepcional, se não já me via a voltar a fumar todos os fins de semana cada vez que tinha um jantar com amigos. Decidi que casamentos de amigos, a minha festa de anos e o jantar de ano novo seriam as exceções. Em Novembro já passei o mês sem fumar. No início de Dezembro tive um casamento no qual decidi então abrir a exceção. Os cigarros que fumei nesse dia souberam-me bem, mas no dia seguinte tinha tosse, e uma sensação de mau gosto na boca que não passava por mais que escovasse os dentes e a língua. Na noite da passagem de ano voltei a fumar, mas na realidade era como se, em cada cigarro que acendia, procurasse o prazer que em tempos senti ao fumar mas não o encontrasse. Isso fez com que fumasse bastante nessa noite, e a manhã seguinte tinha outra vez a garganta irritada e a boca áspera. A verdade é que embora nunca tenha pensado em deixar definitivamente os cigarros, em 2018 não tive vontade de abrir exceções em nenhuma das oportunidades que tive. Mais uma vez realizei a minha resolução de ano novo e sinto-me muito grata por isso.

Este ano decidi que em 2019 não vou consumir bebidas alcoólicas. Há várias razões pelas quais tomo esta decisão mas a principal é pura curiosidade. Tenho lido sobre os efeitos do álcool na destruição da microbiota, sei que dificulta o trabalho das muitíssimas funções do fígado, sem falar das ressacas no dia seguinte ou mesmo das ocasionais perdas de controlo que me fazem arrepender de ter bebido tanto. Tenho uma enorme curiosidade de saber que efeitos tem realmente o álcool no meu organismo. Como já consumo bebidas alcoólicas há bastante tempo e de forma mais ou menos regular (todas as semanas 2 a 10 copos), a única forma de perceber esses efeitos é retirar o álcool durante um longo período de tempo e analisar as mudanças.

Sinto que socialmente vai ser um desafio. Ao contrário do tabaco que já é universalmente reconhecido como algo mau para a saúde, o álcool (acompanhado do café e do açúcar) é uma das drogas mais bem vistas socialmente. Tenho a experiência pessoal de ir contracorrente em algumas características de estilo de vida, e por isso já senti na pele o quão incomodadas algumas pessoas se sentem quando dizes que não fazes as coisas como elas acham que se deviam fazer. Mas decidi que não vou tecer muitas expectativas, nem tentar prever que reacções esta minha mudança irá provocar. Em vez disso vou observar e analisar o que acontece e dentro de um ano conto-vos como correu a experiência, quer a nível social, quer a nível pessoal. O que acham?

Voltando à questão das resoluções: Fazes resoluções de ano novo? Porque achas que não consegues cumprir as tuas resoluções de ano novo? Ou pelo contrário, se as cumpres, o que achas que faz com que tenhas êxito?

Pela minha experiência acho que para conseguir cumprir uma resolução de ano novo essa resolução tem que:

  • Ter uma razão forte por detrás – se não tens razões fortes para fazer algo o mais certo é que acabes por desistir frente às primeiras dificuldades;
  • Ter objetivos concretos – beber menos ou ir mais ao ginásio não é algo muito concreto, os limites definidos ajudam a manter o enfoque no objetivo, beber apenas um copo por semana já ou ir ao ginásio todas as semanas já são coisas bastante mais concretas;
  • Ser algo realista – se não for algo realmente possível de realizar, ou algo que dependa de muitos fatores que não controlas então vai ser muito mais difícil que consigas cumprir.

Para mim a grande vantagem das resoluções de ano novo são os desafios. Ao criar uma resolução estou a desafiar-me a mudar coisas que considero importantes para viver melhor, para ser mais feliz, ou simplesmente para provar a mim mesma que consigo. A sensação de chegar ao final do ano com mais uma resolução cumprida é muito gratificante. Na verdade ao longo do ano fazemos promessas (pessoais e profissionais) a mais ou menos pessoas, mas as promessas que fazemos a nós mesmos tendem a ser as que acabamos por não cumprir. A resolução de ano novo não é mais que uma promessa ou compromisso com o nosso eu futuro, e arrisco dizer que esse tipo de promessas devia ter sempre a nossa prioridade.

Qual é a tua resolução para este ano novo?


 

Cheers to New Year’s resolutions (EN)

Many people say that New Year’s resolutions are a deception and that nobody can accomplish them. To me, the start of the new year has been many times the mark for great changes.

Towards the end of 2014 I decided to quit consuming animal products, 5 years prior to that I had given up of eating meat and in the beginning of 2015 I quit eating fish and then the eggs and dairy. In February I was already eating a 100% plant based diet and along that same year I gathered more information to find out what other daily products contain animal source ingredients or exploited animals in some way (such as products tested on animals) until I finally stopped consuming all of them. It has been 4 years since I took that new year’s resolution, was one of the best decisions of my life.

In the end of 2017 I decided to quit smoking but this time I determined that I would allow some exceptions in events that I consider really important and in which I feel like smoking a couple cigarettes. But it had to be an exception, otherwise I could see myself smoking every weekend and every time I had a dinner with friends. Friend’s weddings, my birthday party and the New Year’s Eve would be my exceptions. In November I did not smoke.  In the beginning of December I attended a wedding and that’s when I opened an exception. The cigarettes I smoked during that day tasted great, yet the next day I had cough and a bad taste sensation in my mouth that wouldn’t go away even after brushing my teeth and tongue. On the New Year’s Eve I smoked again but as a matter of fact, in every cigarette I lighted up, I kept searching for the pleasure I once felt while smoking but couldn’t find it this time. This made me smoke way too much throughout that night, and on the following morning I had a sore throat and rough mouth. The truth is that, despite I had never thought about definitely quit smoking, in 2018 I didn’t feel like opening exceptions to any opportunity. Once again I accomplished my New Year’s resolution and am very grateful for that.

This year I have decided that in 2019 I will not drink any alcoholic beverage. There are many reasons why I’m making this decision but the main one is pure curiosity. I have been reading about the effects alcohol has in the microbiome, I know it sets back many of the liver functions, let alone the hangovers on the day after or even the loss of control that make me regret drinking so much. I have such curiosity in finding out what effects does the alcohol really has on my body. Since I have been drinking alcoholic beverages for quite a long time, with some regularity (2 to 10 glasses every week), the only way of knowing those effects on my body is to quit the alcohol consumption for a long period of time and analyse the changes.

I feel like socially it will be challenging. In contrary to the tobacco, that is already universally recognised as harmful to our health, alcohol (as well as coffee and sugar) is still a social accepted drug. I have experienced going countercurrent in some lifestyle features and therefore have felt on my own skin how disturbed some people feel when you say that you don’t do things the way they think they’re supposed to be done. However I decided not to build up expectations nor try to predict what reactions will be triggered by this change. Instead I will observe and analyse what happens and in one year from now I’ll tell you how this experience went, both on a social and personal level. What do you reckon?

Back to the resolutions: Do you make any New Year’s resolutions? Why do you think you cannot accomplish them? Or in contrary, if you do accomplish them, what makes it successful?

From my experience I think that in order to accomplish a New Year’s resolution, it needs to:

  • Have a strong reason behind it – if you do not have strong reasons to make something happen, the more likely is for you to give up when the first obstacles show up;
  • Have specific deadlines – drinking less alcoholic beverages or work out more times it’s not very precise, deadlines help to focus on the goal;
  • Be realistic – if it isn’t something really possible to achieve, or something that depends on many factors that you cannot control, then it will be more difficult for you to accomplish.

For me the great advantage of New Year’s resolutions are the challenges. By creating a resolution I’m challenging myself to change things which I consider important to have a better life, be happier or simply to prove to myself that I’m able to do so. The feeling of getting towards the end of the year with one more accomplished resolution is very rewarding. In fact, throughout the year we make promises (personal and professional) to more or less people, but those we make to ourselves tend to be the ones we don’t meet. New Year’s resolutions are not more than a promise or commitment with our future self and I venture to say that those kind of promises should always be our priorities.

What is your resolution to this new year?


 

Un brindis a las resoluciones de Año Nuevo (ES)

Muchas personas dicen que las resoluciones de año nuevo son un engaño y que nadie las cumple. Para mí la entrada en el nuevo año ha sido varias veces el marco de grandes cambios.

A finales de 2014 decidí dejar de consumir productos de origen animal, 5 años antes ya había dejado de comer carne y, a principios de 2015, dejé primero el pescado y luego los huevos y los productos lácteos. En febrero de ese mismo año ya tenía una alimentación 100% vegetal ya lo largo de ese año me fui informando cada vez más para saber qué otros productos del día a día contenían ingredientes de origen animal o habían utilizado algún tipo de explotación animal (como los productos testados en animales) hasta que los dejé de consumir todos. La resolución de ese año fue una de las mejores decisiones que tomé en mi vida.

A finales del año 2017 decidí dejar de fumar, esta vez decidí que guardaría algunas excepciones para eventos realmente especiales en los que me apetezca disfrutar de uno o dos cigarrillos. Pero tenía que ser algo muy excepcional, si no me veía volver a fumar todos los fines de semana o cada vez que tenía una cena con amigos. Decidí que bodas de amigos, mi fiesta de aniversario y la cena de nochevieja serían las excepciones. En noviembre ya pasé el mes sin fumar. A principios de diciembre tuve una boda en la que decidí entonces abrir la excepción. Los cigarrillos que fume en ese día me supieron muy bien, pero al día siguiente tenía tos, y una sensación de mal gusto en la boca que no pasaba por más que cepillara los dientes y la lengua. Al final del mismo mes, en nochevieja, volví a fumar pero en realidad era como que, en cada cigarrillo que encendía, buscaba el placer que en tiempos sentí al fumar pero no lo encontraba. Esto hizo que fumase bastante esa noche, y la mañana siguiente tenía otra vez la garganta irritada y la boca áspera. La verdad es que aunque nunca había pensado en dejar definitivamente los cigarrillos, en 2018 no tuve ganas de abrir excepciones en ninguna de las oportunidades que tuve. Una vez más he realizado mi resolución de año nuevo, incluso por encima de mi objetivo inicial, y me siento muy agradecida por ello.

Este año decidí que en 2019 no voy a consumir bebidas alcohólicas. Hay varias razones por las que tomo esta decisión pero la principal es pura curiosidad. He leído sobre los efectos del alcohol en la destrucción de la microbiota, sé que dificulta el trabajo de las muchísimas funciones del hígado, sin hablar de las resacas al día siguiente o incluso de las ocasionales pérdidas de control que me hacen arrepentirme de haber bebido tanto. Tengo una enorme curiosidad de saber qué efectos tiene realmente el alcohol en mi organismo. Como ya consumo bebidas alcohólicas hace bastante tiempo y de forma más o menos regular (cada semana 2 a 10 copas), la única forma de percibir estos efectos es retirar el alcohol durante un largo período de tiempo y analizar los cambios.

Siento que socialmente va a ser un desafío. A diferencia del tabaco que ya es universalmente reconocido como algo malo para la salud, el alcohol (acompañado del café y del azúcar) es una de las drogas más bien vistas socialmente. Tengo la experiencia personal de ir contracorriente en algunas características de estilo de vida, y por eso he sentido en la piel cuán incómodas se sienten algunas personas cuando les dices que no haces las cosas como ellas creen que deberías hacerlas. Pero decidí que no voy a crear expectativas, ni intentaré predecir qué reacciones mi cambio va a provocar. En vez de eso, voy a observar y analizar lo que sucede y dentro de un año os cuento cómo ha ido la experiencia, tanto a nivel social, como a nivel personal. ¿Qué os parece?

Volviendo a la cuestión de las resoluciones: ¿Tu haces resoluciones de año nuevo? ¿Por qué crees que no puedes cumplir tus resoluciones de año nuevo? ¿O al revés, si las cumples, qué crees que hace que tengas éxito?

Por mi experiencia, creo que para lograr cumplir una resolución de año nuevo esta resolución tiene que:

  • Tener una razón fuerte por detrás – si no tienes razones fuertes para hacer algo lo más seguro es que acabes por desistir frente a las primeras dificultades;
  • Tener objetivos concretos – beber menos o ir más al gimnasio no es algo muy concreto, los límites definidos ayudan a mantener el enfoque en el objetivo, beber sólo un vaso por semana ya o ir al gimnasio todas las semanas ya son cosas bastante más concretas;
  • Ser algo realista – si no es algo realmente posible de realizar, o algo que dependa de muchos factores que no controlas entonces va a ser mucho más difícil que lo puedas cumplir.

Para mí la gran ventaja de las resoluciones del año nuevo son los desafíos. Al crear una resolución me estoy desafiando a cambiar cosas que considero importantes para vivir mejor, para ser más feliz, o simplemente para probar a mí misma que puedo. La sensación de llegar al final del año con otra resolución cumplida es muy gratificante. En realidad a lo largo del año hacemos promesas (personales y profesionales) a más o menos personas, pero las promesas que hacemos a nosotros mismos tienden a ser las que acabamos por no cumplir. La resolución de año nuevo no es más que una promesa o compromiso con nuestro yo futuro, y arriesgo decir que ese tipo de promesas debería tener siempre nuestra prioridad.

¿Cuál es tu resolución para este año nuevo?

… stay tuned

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Español

Português

Porque é que usamos sapatos com dedos, temos uma dieta 100% vegetal, meditamos pelas manhãs, compramos em lojas de segunda mão e não fazemos fretes sociais?

Não somos esquisitas, não nos esforçamos para ser diferentes e não temos a mania que somos especiais.

Apenas questionamos TUDO o que geralmente se dá a partida como certo (ou errado). Somos radicalmente contra as respostas “porque sempre foi assim”, “porque é o normal” ou simplesmente ‘‘porque sim/não”.

Achamos que a única maneira de sermos fiéis a nós mesmas é não fazendo nada só porque sim e questionar, questionar e questionar mais um bocado.

Chegou a hora de partilharmos estas questões e algumas tentativas de resposta. Queremos que toda a gente se questione mais e, por isso, mostramos como nós o fazemos, já que esta é possivelmente a nossa melhor ‘habilidade’. E queremos ajuda pois duas cabeças questionam melhor que uma, e mil cabeças têm um potencial “questionador” que pode realmente fazer a diferença.

O primeiro artigo sai já esta sexta-feira (26 de Outubro)!!

Por enquanto podes saber mais sobre o blog ou sobre nós.

O indivíduo criativo tem a capacidade de libertar-se da rede de pressões sociais em que o resto de nós é apanhado. Ele é capaz de questionar as suposições que o resto de nós aceita. – John W. Gardner


 

English 

Why do we wear shoes with fingers, why do we eat 100% plant based food, why do we meditate in the morning, why do we buy at thrift stores and why we no longer waste time socializing with people we don’t want to?

We are not weird, we don’t try to be different and we don’t feel like we are special in any way.

We just question EVERYTHING that we were told was the truth or norm. We are totally against answers such as “because that’s how it is”, “because that’s how it as always been”, or simply “because that’s the norm”.

We know that the only way we can be true to ourselves is by questioning everything at all times, avoiding doing something just because.

Now is the time to share those questions and attempt to give some answers. Our goal is to have more people making more questions and therefore we will show you how we do it since this is possibly our best skill. And we need your help, as two heads question better than only one. And a thousand “questioning” heads have the potential to really make the difference.

The first article comes out next Friday (October 26)!!

Meanwhile you can know more about the blog or about us.

The creative individual has the capacity to free himself from the web of social pressures in which the rest of us are caught. He is capable of questioning the assumptions that the rest of us accept. – John W. Gardner


 

Español

¿Por qué usamos zapatos con deditos, por qué comemos alimentos 100% de origen vegetal, por qué meditamos por las mañanas, por qué compramos en tiendas de segunda mano y por qué ya no perdemos el tiempo socializando con personas que no queremos?

No somos raritas, no nos esforzamos por ser diferentes y no tenemos la manía que somos especiales.

Solamente cuestionamos TODO lo que nos dijeron que era la verdad o la norma. Estamos radicalmente contra las respuestas “porque siempre ha sido así”, “porque es lo normal” o simplemente “porque sí/no”.

Creemos que la única manera de ser fieles a nosotras mismas es no hacer nada sólo porque sí y cuestionar, cuestionar y cuestionar un poco más.

LLegó el momento de compartir estas cuestiones y algunos intentos de respuestas. Queremos que todo el mundo se cuestione cada vez más y, por eso, enseñamos cómo lo hacemos ya que esta es posiblemente nuestra mejor ‘habilidad’. Y queremos ayuda pues dos cabezas cuestionan mejor que una, y mil tienen un potencial ‘cuestionador’ que realmente puede hacer la diferencia.

El primero articulo sale el próximo viernes (26 de Octubre)!!

Por ahora puedes saber más sobre el blog o sobre nosotras.

“El individuo creativo  tiene la capacidad de liberarse de liberarse de la red de presiones sociales en las que el resto de nosotros estamos atrapados. Él es capaz de cuestionar las suposiciones que los demás aceptamos.” — John W.Gardner.