The authentic meaning of traveling

O autêntico significado de viajar (PT)

El auténtico significado de viajar (ES)

The authentic meaning of traveling (EN)

I don’t think that there is a right or a wrong way of traveling. Every person has different aims when traveling and is searching for a subjective experience. Some people’s way of traveling doesn’t involve engaging with the locals and are more introspective, experiencing the trip from a spectator view. Others engage with locals if they can communicate with them, asking for tips. Others get quite close with locals and become friends, having access to their private life. I get a mix of all this ways depending on my mindset and phases I go through while traveling.

My way of traveling is no better than any other way. It is just what has been working for me and what I align with. In South East Asia I was being warned a lot about the danger of some countries that were in my list to be visited. Once in Thailand, I was advised by some people to be very careful when going to Vietnam. In Malaysia I was advised to skip my visit to Cambodia as a solo female traveler. I did not listen. I never felt unsafe in any of my destinations. Yes, there were some sketchy situations; I saw some schemes while crossing country’s borders by land and was fooled with fake currency a couple of times. There are honest and dishonest people in every single country. I can say that I felt more afraid and unsafe in my own country than in any other part of the world. When studying in Lisbon, I was chased a couple times and was almost robbed by thieves. Also carrying my laptop on my bag in certain parts of the city made me very nervous.

Before coming to India, where I’m currently traveling, I heard that (similar to what I was told in my trip in SEA) it wasn’t safe to come as a female solo traveler. I was told that many rapes were happening in India, that men stared at women leaving them very uncomfortable, that I would have a culture shock etc. No opinion can replace your own experience. And my experience here so far tells me that I get stared a lot, not only by men but also by women, due to being different. They do look with a curious eye. Our skin tones are different, our features are different and our manners are different too. I call it a wonder stare. And then I open a big smile and they always smile back. Any awkwardness can be dismantled by this action. We are all the same, all human beings and the smile brings us together. It also opens opportunities for conversation, for being asked to take “selfies” or even to be asked for a hug. If it gets overwhelming there’s always a chance to keep walking and not respond.

My way of traveling involves being alert and relaxed at the same time.  There’s always some common sense and some skills required to understand when you are possibly in a dangerous/ sketchy situation or if it is your imagination that is making you second-guess every step you take. Common sense tells me not to wander around in the dark peach night, to stay in control (without being a control-freak) and to be aware of the people surrounding me. The exact same as I do in my own country or even in my hometown. By staying in control I mean that I can go to a party from someone I just met, however I’ll be responsible enough to stay sober. I still have loads of fun and will remember those moments forever.

I’m a very relaxed traveler. I don’t recall worrying about anything in my solo trips. Once I was in Kuala Lumpur’s airport about to board to my next destination: Vietnam. The airline staff did not allow me to get in the airplane because apparently I needed a visa requirement (each airline has its specific requirements). I remember that I set down on the floor, took my laptop and started looking into the cheapest flights available. In 20 minutes I had another destination. Instead of Vietnam I went to Langkawi, a beautiful island in Malaysia. Being relaxed allows me to be flexible with dates, events and locations. In this way nothing ruins my plans because I go exactly where I’m supposed to go. It’s like being in permanent adventure where nothing can go wrong. Having too many plans and booked accommodation can limit your experience very quickly. For me, there’s always the opportunity to stay extra days in a place if it seems reasonable or to stay only for a half day in a city which is not exciting me in any way.

What’s more important to me is trying to blend as much as I can in the different cultures. In the first days I observe the locals to see how do they cross the street, how does the public transportation work, how do they eat, learn some basic words, understand their body language etc. Then I copy them and ask for help if there’s something I can’t wrap my head around. I don’t need to do things that I’m not comfortable with or things that I don’t agree with. However being open is crucial.

After a couple weeks I feel integrated. I grab any chance I have to talk to locals about their culture, traditions, habits and way of thinking. Even when is hard to communicate, there’s always something I can take in. Then I gather all of that precious information which gives me a tiny bit of knowledge about the place and its people.

To me, the meaning of traveling is to know other life perspectives and integrate the best parts in my own life. What does traveling mean to you?

O autêntico significado de viajar (PT)

Não acho que haja uma forma correcta ou errada de se viajar. Cada pessoa tem diferentes objetivos com as suas viagens, procurando experiências subjectivas. Algumas pessoas não se relacionam com os cidadãos locais e são mais introspectivas, experienciando a viagem de um ponto de vista de espectador. Outras falam com os locais, se conseguirem comunicar com eles, fazendo perguntas e pedindo dicas. Outras conseguem relacionar-se com os locais, têm acesso às suas vidas privadas e acabam por criar relações de amizade. Eu consigo ter um misto de todas estas formas de viajar, dependendo da fase em que me encontro ou da minha disponibilidade psicológica para socializar. A minha forma de viajar não é melhor ou pior que qualquer outra. É somente a forma que melhor funciona para mim e aquela com a que mais me alinho.

No Sudeste Asiático fui alertada várias vezes sobre os perigos de visitar alguns países que estavam na minha lista. Na Tailândia aconselharam-me a ter muita cautela ao viajar no Vietname. Na Malásia aconselharam-me a tirar o Camboja da minha lista por ser uma rapariga a viajar sozinha. Não lhes dei ouvidos. Nunca me senti em perigo em nenhum dos meus destinos. Sim, há situações estranhas; testemunhei cenários bizarros ao atravessar fronteiras de países por terra e fui enganada com dinheiro falso um par de vezes. Há pessoas honestas e desonestas em todos os países. Posso dizer que já me senti mais insegura e com medo no meu próprio país do que em qualquer outra parte do mundo. Quando estava a estudar em Lisboa, fui perseguida e quase assaltada mais do que uma vez. Por vezes carregar o meu computador na mochila, em algumas partes da cidade, deixava-me muito nervosa.

Antes de vir para a Índia, por onde estou a viajar de momento, ouvi (similarmente ao que me disseram no Sudeste Asiático) que não era um país seguro para mulheres viajarem sozinhas. Ouvi tantas vezes dizer que há imensos casos de violações, que os homens olham tanto para as mulheres (turistas) que as deixam desconfortáveis, que eu teria um choque cultural etc.. Não existe opinião que possa substituir a tua própria experiência. E a minha experiência aqui por enquanto diz-me que, não só os homens como também as mulheres olham de facto muito para mim, porque sou diferente deles. Eles olham com curiosidade. Os nossos tons de pele são diferentes, as nossas feições são diferentes e os nossos modos também são diferentes. Eu chamo a isso um olhar curioso. E a seguir esboço um sorrizão que é sempre correspondido. Qualquer desconforto é desmanchado imediatamente com este acto. Somos no fundo todos iguais, todos seres humanos e o sorriso aproxima-nos. Também abre oportunidades para conversas, para pedidos de “selfies” ou até para pedirem um abraço. Se isto for demasiado, há sempre a hipótese de se continuar a andar sem dar resposta.

A minha forma de viajar implica estar alerta e relaxada ao mesmo tempo. São necessários senso comum e alguns conhecimentos para que se tenha noção se estamos numa situação perigosa ou se é apenas a nossa imaginação a pregar-nos partidas. O senso comum diz-me que vaguear pela rua no meio da noite não é boa ideia, que é bom estar em controlo (sem que haja obsessão) e para estar atenta às pessoas que me rodeiam. Exatamente a mesma coisa que faço no meu país e até na minha cidade. Estar em controlo significa que posso aceitar o convite para uma festa de uma pessoa que acabei de conhecer, no entanto ser responsável o suficiente para manter-me  sóbria. Assim consigo divertir-me na mesma e irei recordar aqueles momentos para sempre.

Sou de facto uma viajante relaxada. Não me recordo de estar preocupada com o que quer que seja nas minhas viagens solitárias. Uma vez estava no aeroporto de Kuala Lumpur prestes a embarcar para o meu próximo destino: Vietname. O staff da companhia não me permitiu entrar no avião porque aparentemente precisava de um pedido de visto à chegada (cada companhia tem as suas regras). Lembro-me que me sentei no chão, abri o meu computador e comecei a pesquisar pelos voos mais baratos disponíveis naquele momento. Em 20 minutos tinha outro destino. Em vez do Vietname voei para Langkawi, uma ilha maravilhosa na Malásia. Ser relaxada possibilita-me ser bastante flexível com datas, eventos e locais. Deste modo nada arruina os meus planos porque acabo por chegar exatamente aos sítios onde devo estar. Ter demasiados planos e alojamentos marcados pode limitar a experiência. Para mim, há sempre a hipótese de ficar mais alguns dias num sítio se me parece necessário ou pelo contrário ficar somente meio dia num lugar que não me entusiasme.

A meu ver, o mais importante é estar integrada o máximo possível nas diferentes culturas. Nos primeiros dias observo os locais para ver como passam a estrada, como é que comem, como funcionam os transportes públicos, aprender palavras básicas, entender a sua linguagem corporal etc. Depois copio gestos e peço ajuda se houver algo que não consigo perceber o porquê de se fazer. Não preciso de fazer algo com o qual não me sinta confortável ou não concorde. Contudo, estar-se aberto é crucial.

Duas semanas depois já me sinto integrada. Agarro qualquer oportunidade que tenho de falar com os locais sobre a sua cultura, tradições, hábitos e forma de pensar. Ainda que por vezes seja difícil a comunicação, há sempre alguma coisa que se aprende. Por fim, junto toda essa informação preciosa que me dá um pouco de conhecimento sobre os sítios e as suas pessoas.

Para mim, o autêntico significado de viajar é conhecer outras perspectivas de vida e integrar o melhor de cada uma na minha própria vida. Para ti, o que significa viajar?

 

El auténtico significado de viajar (ES)

No creo que haya una forma correcta o equivocada de viajar. Cada persona tiene diferentes objetivos con sus viajes, buscando experiencias subjetivas. Algunas personas no se relacionan con los ciudadanos locales y son más introspectivas, experimentando el viaje desde un punto de vista espectador. Otros hablan con los locales, si pueden comunicarse con ellos, haciendo preguntas y pidiendo consejos. Otras consiguen relacionarse con los locales, tienen acceso a sus vidas privadas y acaban por crear relaciones de amistad. Yo busco tener una mezcla de todas estas formas de viajar, dependiendo de la fase en que me encuentro o de mi disponibilidad psicológica para socializar. Mi forma de viajar no es mejor o peor que cualquier otra. Es sólo la forma que mejor funciona para mí y aquella con la que más me siento alineada.

En el Sudeste Asiático me advirtieron varias veces sobre los peligros de visitar algunos países que estaban en mi lista. En Tailandia me aconsejaron tener mucha precaución al viajar en Vietnam. En Malasia me aconsejaron eliminar a Camboya de mi lista por ser una chica viajando sola. No les hago mucho caso. Nunca me sentí en peligro en ninguno de mis destinos. Sí, hay situaciones extrañas; fui testigo de escenas extrañas al atravesar por tierra las fronteras de algunos países y fui engañada con dinero falso un par de veces. Hay personas honestas y deshonestas en todos los países. Puedo decir que ya me sentí más insegura y con más miedo en mi propio país que en cualquier otra parte del mundo. Cuando estudiaba en Lisboa, fui perseguido y casi fui atracada más de una vez. A veces llevar mi ordenador en la mochila, en algunas partes de la ciudad, me dejaba muy nerviosa.

Antes de venir a la India, por donde estoy viajando ahora, oí (similar a lo que me dijeron en el Sudeste Asiático) que no era un país seguro para las mujeres que viajan solas. Oí tantas veces decir que hay muchos casos de violaciones, que los hombres miran mucho a las mujeres (turistas) lo que las deja muy incómodas, que yo tendría un choque cultural, etc. No existe opinión que pueda sustituir a tu propia experiencia. Y mi experiencia aquí por ahora me dice que no sólo los hombres, como también las mujeres, miran de hecho mucho para mí, porque soy diferente de ellos. Ellos miran con curiosidad. Nuestros tonos de piel son diferentes, nuestras características son diferentes y nuestros modos también son diferentes. Yo lo llamo una mirada curiosa. Y luego les ofrezco una sonrisa enorme que siempre es correspondida. Cualquier incomodidad se deshace inmediatamente con este acto. Somos en el fondo todos iguales, todos somos seres humanos y la sonrisa nos acerca. También abre oportunidades para conversaciones, para pedidos de “selfies” o incluso para pedir un abrazo. Si esto es demasiado, siempre hay la posibilidad de seguir caminando sin dar respuesta.

Mi forma de viajar implica estar alerta y relajada al mismo tiempo. Es necesario mucho sentido común y algunos conocimientos para saber si estamos en una situación peligrosa o si son sólo nuestra imaginación y nuestros prejuicios los que nos hacen pensar que algo no está bien. El sentido común me dice que pasear por una calle oscura y vacía en medio de la noche no es buena idea, que es bueno tener el control de la situación (sin que haya obsesión) y que hay que estar atenta a las personas que me rodean. Exactamente lo mismo que hago en mi país y hasta en mi ciudad. Tener control significa que puedo aceptar la invitación para la fiesta alguien que acabo de conocer a la vez siendo responsable lo suficiente para mantenerme sobria. Así a la vez que me divierto sé que recordaré aquellos momentos para siempre.

Soy de hecho una viajera relajada. No me recuerdo de estar preocupada por lo que sea en mis viajes solitarios. Una vez estaba en el aeropuerto de Kuala Lumpur a punto de embarcar rumbo a mi próximo destino: Vietnam. El personal de la compañía no me permitió entrar en el avión porque aparentemente necesitaba una solicitud de visa a la llegada (cada compañía tiene sus reglas). Recuerdo que me senté en el suelo, abrí mi ordenador y empecé a buscar los vuelos más baratos disponibles en ese momento. En 20 minutos tenía otro destino. En vez de a Vietnam volé a Langkawi, una isla maravillosa en Malasia. Ser relajada me permite ser bastante flexible con fechas, eventos y lugares. De este modo nada arruina mis planes porque siempre siento que  voy exactamente a los sitios donde debería haber ido. Tener demasiados planes y alojamientos marcados puede limitar la experiencia. Para mí, siempre hay la posibilidad de quedarme unos días más en un sitio si me parece necesario o por el contrario quedarme sólo medio día en un lugar que no me entusiasma.

En mi opinión, lo más importante es estar integrada lo máximo posible en las diferentes culturas. En los primeros días observo los locales para ver cómo cruzan la carretera, cómo comen, cómo funcionan los transportes públicos, para aprender palabras básicas, entender su lenguaje corporal, etc. Después copio gestos y pido ayuda si hay algo que no puedo percibir cómo se hace. No necesito hacer algo con lo que no me sienta cómodo o no esté de acuerdo. Sin embargo, estar abierto es crucial.

Dos semanas después me siento integrada. Agarro cualquier oportunidad que tengo de hablar con los locales sobre su cultura, tradiciones, hábitos y formas de pensar. Aunque a veces sea difícil la comunicación, siempre hay algo que aprender. Por fin, junto a toda esa información preciosa que me da un poco de conocimiento sobre los sitios y sus personas.

Para mí, el auténtico significado de viajar es conocer otras perspectivas de vida e integrar lo mejor de cada una en mi propia vida. ¿Cuál es tu significado de viajar?

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